domingo, 25 de abril de 2010

Penetra



Uma noite nublada, árvores espessas e um portão antigo. Mais adiante uma casa sombria com duas pessoas de branco sentadas a porta. Parece uma descrição exagerada e estereotipada, mas era assim. Minha primeira vez ali. E por pura curiosidade entrei em um Centro Espírita.


Logo quando cheguei tive que fazer um cadastro, não gostei daquilo. Era como se aquele papel lhe fizesse ter um compromisso de voltar, e eu não sabia nem se ia ficar ali até o final. Como cheguei atrasada, fiquei meio perdida. Fui encaminhada para uma sala onde uma mulher discursava para iniciantes como eu. Entre as falas da mulher uma me chamou atenção: ‘A noite vocês pensam que estão sozinhos, mas não estão”. Era só o que faltava para eu não dormir direito, pensei.


Depois dela ter falado de curas,histórias de espíritas e de como seria o tratamento espiritual, então percebi que estava ali de penetra. As pessoas procuram o centro quando tem problemas.E eu não tinha nada de muito sério para resolver, só minha curiosidade. Como eles iam tratar isso?

Ela então perguntou se as pessoas presentes queriam ser entrevistadas por alguns membros do centro, para expor suas dificuldades. Claro que fui. Em uma parte da casa, os iniciantes eram divididos em cabines, onde em cada uma, pessoas com roupas brancas escutavam o que se tinha a dizer.


Na minha cabine tinha um homem jovem, sereno, tranqüilo, daqueles que parecem que não se irritam com nada, nem que você der uma paulada na cabeça dele. Eu me senti bem a vontade, e como sou tagarela, comecei a contar meus problemas cotidianos. Confesso que me senti mais leve e até fiquei amiga dele, ele estava até contando a história de quando conheceu sua mulher.


Só no final me lembrei que tinha minhas curiosidades a serem tratadas. Então veio a enxurrada: Você vê espírito? Como eles são? Tem algum perto de mim? E esse negócio de áurea, você vê a minha, ela está carregada? E a resposta era: Não, não, não, não. Ele não era médium, era só um dos que seguiam a doutrina espírita. Só revelou algumas respostas vagas. Então percebi que minha investigação tinha apenas começado. E pior, estava ficando tarde e começou a chover forte.


Ao sair da cabine, me vi numa encruzilhada para chegar até a parte da saída da casa. Para chegar lá, tinha dois caminhos: ou eu ia pela parte externa, pela chuva ,ou enfrentava duas salas vazias de um centro espírita. Como demorei muito, a maioria das pessoas já tinham ido embora. Pensei como seria sair dali com o cabelo e as roupas todas molhadas ou enfrentar duas salas escuras, com uma mesa bem grande cheia de cadeiras vazias, que pareciam ser usadas em sessões em que os espíritos ‘baixavam” nas pessoas.


Por mais estranho que pareça eu escolhi passar pelas salas. Andei rápido, tentei olhar só para a última porta que deveria abrir para sair. O medo maior era que ela estivesse trancada. Estava encostada, alívio. Ao sair foi louvada pelos mais experientes. “Nossa, a primeira vez em um Centro Espírita e passou por duas salas escuras, sozinha”. Então, respondi: Sou rápida.


Depois que sai, descobri algo importante. Minha amiga me informou que no final do tratamento espiritual, o médium que coordenava o centro conversava conosco. Mas, tinha um detalhe, ele estaria incorporado pelo espírito de um médico psiquiatra. Era esse médium que teria minhas respostas. E eu não ia esperar até terminar o tratamento para tê-las.

sábado, 6 de março de 2010

Hora da novela


“Minha vida é uma novela’, eu escutei isso de uma velhinha que passava do meu lado. E pensei: Não mesmo,vovozinha, minha vida não é o que passa na televisão. Vamos combinar que os folhetins romanesco estão bem longe da vida real. Claro, tem algumas pinceladas de lembranças das nossas vidas, mas ...


É inacreditável o que vejo nas novelas. O que acho mais hilário é questão da paternidade. Nunca o personagem é filho de quem realmente pensa. Deve ser muito comum por onde os escritores vivem ,mas até agora não conheço ninguém que passou por isso. E claro, que o pai do ator principal é o um cara riquíssimo, e que ele tem um romance com alguém que ele acha ser sua irmã. Então descobre que não é.Reivindico que todos os personagens façam teste de DNA no inicio da trama, para nos poupar desse ‘suspense”.


Tem também a cena do esbarrão. É aquela cena em que a mocinha encontra com o mocinho numa esbarrada. Ela derruba tudo no chão destrambelhadamente e o rapaz ajuda a pegar os livros, caneta, bandeja, ursinho de pelúcia, ou qualquer porcaria que tem nas mãos dela. E então é fato. Eles se apaixonam. É uma pena que nunca tenha encontrado o Rodrigo Santoro assim. Bem , se isso já aconteceu com vocês me avisem. Pois em todos horários, em todas as novelas acontece.


E os diálogos? Sério, são tão artificiais. Não falo dos atores. Eu me refiro ao teor do texto. Muito melosos. Minha mãe não fica dizendo toda hora que me ama. Ela tem mais o que fazer. Fora que são tão formais. Às vezes penso que o verdureiro da novela é formado em Harvard.


As roupas então são impecáveis. Se os atores representarem pessoas ricas então... Nunca vi ninguém com aquela blusa folgada, com buraquinhos, que todo mundo tem para ficar em casa. Nem os mais pobrinhos. Maquiagem certa na hora certa. Deve ser chato, não ter ninguém para a gente fofocar: “Aquela roupa estava horrorosa, que batom é aquele’.


Sei que as telenovelas são feitas com todo cuidado. Tem vários profissionais envolvidos, autores consagrados. E que são idealizados no que as pessoas querem. Mas acredito que o público quer mais que os clichês dos clichês. Aliais, nós merecemos. Sei também que a fantasia é que nos atrai. Já imaginou você chegar do trabalho cansado e ver seu personagem preferido todo sujo e molambento. Não sei se agradaria a todos. Mas, deixaria nossos ídolos um pouco mais humanos.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

As picuinhas do cotidiano


Está difícil atualizar esse blog. Sei lá, ando sem inspiração e achando meus textos tão ruins que não dá nem para postar. Primeiro escrevi um diálogo de um suicida, achei deprimente demais. Ontem tentei escrever sobre a segregação musical das pessoas, mas também não gostei. Resta-me pensar no que anda me incomodando. Por que só escrevo o que me incomoda, ou sobre algo que acho tão legal que me incomoda se eu não colocar para fora nessas linhas. Não estou sentindo nada me cutucando. Mas sempre tem as picuinhas do cotidiano que espero que pelo menos diminuam em 2010:


. Desejo que todas as baterias de celular tenham carga eterna em 2010, sempre quando estou fora de casa ela descarrega. Vale também alguém inventar um celular a energia solar.


. É indispensável que nesse novo ano as chaves de casa permanecem no local em que nós a colocamos. No meu caso tenho uma amnésia crônica e nunca sei onde esse bendito artefato se encontra.


-Que o tempo não mude repentinamente quando eu saia do cabeleireiro. Sempre vem uma nuvenzinha ou a umidade do ar para deixar meu cabelo nem liso, nem cacheado. Ou pior, vem um calor de rachar que me faz suar e tirar o efeito da escova. (bem fútil, hein...mas sou mulher... rs)


- Que os livros, CDs ou DVDs que compramos ou pedimos emprestado, pensando que é maior obra de arte, não sejam aquele tédio total ou uma viagem nada filosófica.


-Que haja dinheiro para nós comprarmos aquela roupa tão sonhada, aquele óculos bacana, ou utensílio que você sempre deixa para depois, usando aquela velha frase: “Quando eu tiver dinheiro, eu compro...” Eita dia demorado...


-O computador e a internet não devem travar bem na hora que estamos mais entretidos com essa ferramenta maravilhosa que é o WWW... Que nossa paciência sobreviva aos ataques de lentidão que nossos PCs nunca ficam imunes.


-Espero que ninguém nos chame quando estivermos pegando no sono, e quase sonhando com o Reynaldo Gianecchini, ou se você for homem , pode ser a Juliana Paes. Mas, isso sempre acontece, e acabamos gritando: O que é , menino.. Vamos tirar ou diminuir a emissão desses tipos de frases-respostas para coisas chatas.Para isso, que diminua as coisas chatas.


-Menos gritos que estalam nos nossos ouvidos nas ruas, em casa ou vindos dos vizinhos. Menos “chamadas de atenção” no trabalho , na escola ou na universidade.


-Que mais pessoas saibam para onde ligam. E que você não atenda seu telefone pensando ser aquela pessoa especial e acaba triste dizendo: Não, aqui não é do Clube do Professor!


-Que não haja problemas para serem resolvido logo bem cedo da manhã.


Ah, são vários detalhes e aborrecimentos que fazem parte da nossa vida. O que nos resta é tentar encarar com bom-humor e fazer desse ano novo ano o que queremos dele. Desejo a todos meus amigos ou desconhecidos que acompanham meus textos ou que nunca leram eles, aquelas breguices que todo mundo diz, mas que são clichês legais de se realizarem: saúde, paz, amor e sucesso sempre!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Verifique sua caixa de mensagens



Email, segundo o dicionário, (não,vou confiar na Wikipédia dessa vez): é um método que permite compor, enviar e receber mensagens através de sistemas eletrônicos de comunicação. Fato: Se você tem uma caixa de mensagens está sujeito a receber todo tipo desses verbóides da internet. Mas por que as pessoas insistem em mandar correntes de email que simplismente serão esquicidas ou felizmente apagadas sem serem lidas? Pelo menos, eu faço isso.

Outra dúvida me ferre, por que ainda existem mensagens começando com ameaças de morte,de sequestro ou de de historias infelizes como esta: “Uma menina apagou sem sequer ler todo esse email.Grande Erro!Mais tarde naquele dia, recebeu um telefonema da polícia. Era sobre seu namorado! Tinha sofrido um acidente. Não sobreviveu.”Nem o Fred Kruger inventaria isso. E o namorado dessa menina seria tão azarado de ainda virar piada nesse texto? E pode piorar. Há os que te desejam 100 anos de má sorte se você não repassar a porcaria do email que na maioria das vezes é uma mensagem melodramática ou algo sensacionalista. Eu devo está no mínino condenada a cadeira elétrica. Por que nunca na minha vida repassei esses emails.

Já aprendi a identificar esse tipo de badulaque da perca de tempo: primeiro se você ver "FW:Enc: "antes do nome que caracteriza o email fique atento, e se depois vem as palavras boa, urgente e lindíssimo. Então, tenha certeza, vai ser: ruim, dispensável e brega. Pode haver algumas exceções raras, mas se você quiser correr o risco de abrí-los, fique a vontade. Só queria saber quem preenche seu tempo fazendo aquelas mensagens de Power Point com brilhinhos e corações, com recursos musicais e textos enormes de lições de vida e lendas. Um importante fator de reconhecimento é ver o remetente. Sempre tem um amigo seu que tem gosto refinado para mandar essas peripécias.

Como na internet nada tem dono, muitas vezes recebi textos em que se escreve qualquer barbaridade e no final assinam: Charles Chaplin,Chico Xavier, Arnaldo Jabor (esse é campeão), ou outro autor da preferência do criador do email. E ainda há os que copiam as frases mirabolantes desses textos nos MSNs e perfis orkutianos.

Está bem, vou confessar que existe um tipo desses emails que gosto. São os de piada, claro. Bom humor sempre é bem vindo. Até agradeço quem me manda, só não esperem que eu repasse. Por simples falta de hábito, mesmo. Se vocês virem Miza@ seguido de FW:Enc: me avisem, alguém clonou meu email.

Enfim, se você comentar esse texto, poderá ter uma surpresa no final do dia. O grande amor da sua vida vai ligar para você....é mentira , não resisti.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Conversas de velório


Ao chegar ao velório de um amigo, fui percebendo as peculiaridades que povoam essas cerimônias fúnebres. É impressionante o que se ouve nesses momentos. Quando estava tomando um café que era servido no local, não pude deixar de escutar, uma conhecida dizer:

-“Eu sonhei com ele se despedindo”.


Essa frase, em forma de previsão, já escutei várias vezes nessas situações. Mas não sei por que os defuntos iriam se despedir de pessoas que eles só viram umas três vezes.


Não tão distante da mulher da previsão havia um grupo simpático que debatia as últimas horas de vida do falecido. E então como eu estava esperando saiu essa máxima:


- “Ele parecia que sabia que ia morrer”.


Claro, a frase vem acompanhada de alguma atitude do morto que poderia ser totalmente normal, caso ele não fosse morrer poucos instantes depois.


Como em todo velório meu amigo foi beatificado. Algo natural. Até dívidas foram perdoadas. Depois que se morre, não importa se a pessoa tratou mau alguém, se foi egoísta ou se roubou uma velhinha. Afinal, ele morreu, coitadinho. As qualidades dos mortos chegam a ser paranormais de tanto que são ressaltadas. Após sua morte, meu amigo acabou virando melhor em tudo. Uma amiga da mulher da previsão falou:


-”Ele era o melhor filho”. Imagina se ela fosse a mãe dele mesmo.

Mas não há de se negar que existe uma espécie de solidariedade incomum nesses momentos. Vi uma tia-avó do primo do falecido acalentando um quase parente sobre a perda daquela pessoa a qual ela nunca tinha visto viva. Estranha, mas educada. Depois a tia-avó se juntou a um grupo que estava na parte dos comes e bebes. São as pessoas que tornam o evento mais social possível. E de lá ouvi o “disse me disse”:


-“Você viu como ela engordou? “.“ Mentira, eles se separaram?”. “ Não acredito que o João , tão próximo dele não veio!
Vi também os que se preocupavam de verdade, os que choravam e amenizavam o sofrimento da família. Mas o choramingo relâmpago de algumas pessoas prendeu minha atenção. No celular um falou baixinho, com o nariz vermelho de choro:


-“Espera um pouco, depois que eu sair daqui eu vou assistir o jogo com vocês”. Ou era a novela? Não lembro bem.


Porém acredito que o ser humano está sujeito as suas fraquezas. Principalmente quando se trata de assuntos como a morte, de difícil aceitação e compreensão. Aversa, ao que via e ouvia, resolvi abraçar a família do meu amigo. Sai silenciosamente, não tinha o que dizer.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A música de cada um


Existem pessoas que tem música. Transmitem melodia com os olhos, com os gestos, com as palavras. É aquela gente que você conhece há pouco tempo e parece que já era amigo há várias gerações. Ou o contrário, você conhece há muito tempo e sempre tem algo novo para te contar ou te ensinar. Pessoas de sorriso fácil. Entende suas piadas rapidamente. Você se sente em casa mesmo estando no trabalho ou num lugar esquisito. Eu escuto a música dessas pessoas de forma clara e cada uma tem um ritmo diferente.


As melodias que eu mais gosto são as que transmitem ritmos alegres, contagiantes, sempre de bem com a vida. Dá vontade de dançar quando estou perto dessas pessoas de tão forte que transmitem a música. É uma sensação tão boa que não vejo a hora passar quando estou perto delas. Não dá medo de me sentir ridícula com atitudes ou frases estranhas que deixo escapar às vezes.


As músicas mais barulhentas vêm daquelas pessoas rabugentas, que se irritam com facilidade e explodem quando provocadas. A primeira vista você não consegue escutar direito é uma confusão de sons, mas ao ver que quando se acalmam são justas e amigáveis, entende que elas precisam de uma freqüência alta de notas musicais para se sentirem vivas.


Também existem aquelas melodias aconchegantes, com som de abraço apertado. Alguns te lembram a infância, te passam segurança, são as músicas de pessoas que te acompanham desde pequeno ou de alguém que te passa tanta tranqüilidade que dá vontade de ficar no colo e pedir cafuné. Há ainda os que sabem que são musicais, e como utilizar a música e fazem dela batucada no coração de muita gente.


Mas tem pessoas que não consigo ouvir. Aumento o mais alto no controle remoto dos meus sentidos, mas não escuto nenhum som que venham delas. Geralmente, são as pessoas que me transmitem medo, as que dificultam o brilho nos olhos dos outros, que fazem piadinha da vida. Ás vezes tenho dó delas, pois não conseguem superar os problemas e fazer deles música.

sábado, 24 de outubro de 2009

A vida e suas verdades


Detesto verdades absolutas. Aquelas máximas que as pessoas usam como desculpa para tudo. Frases repetitivas que de tanto serem ditas acabam virando lei. Uma que escuto muito é: trabalhar com gente é horrível. Não deve ser tão maravilhoso ter ninguém para ouvir bom dia no trabalho, para pedir uma opinião, para desenvolver uma idéia, não ouvir alguém te perguntar sobre o cabelo novo, sobre sua mudança de humor, sobre sua feição mais bonita num dia de verão,( em Teresina, prefere-se o inverno).


Outra que acho célebre é: era bom mesmo quando era criança. Ninguém lembra do sofrimento e do medo das primeiras decepções. Daquele herói que passava na TV e que você descobriu que não era de verdade. De quando se perdeu e não sabia como voltar para casa. As pessoas se prendem a idéias fixas, desvalorizando que estão vivendo no momento e o que podem viver.


Eu também já usei muitas dessas desculpas e frases para esconder meus erros e ocultar minhas frustrações, mas procuro a cada dia num trabalho diário de desintoxicação cultural tentar ver as coisas como elas realmente são. Até mesmo quando te falam: se você não estudar, não vai ser ninguém na vida. Não acredite. Primeiro: Você já é alguém.Sabemos que muitas pessoas que não estudaram se destacaram, como esportistas,ganhadores da loto mania, um empregado que depois de muito trabalho virou patrão. Claro que a leitura e o estudo te dão um leque bem grande de opções, mas infelizmente não te dão garantias reais para você se dar bem na vida.


O engraçado é que essas “verdades absolutas” acabam virando ditados populares. E daí vem frases das mais estranhas e até hilárias. “Deus ajuda quem cedo madruga’. Usar o nome de Deus assim e assumir o que ele fala acho até pecado. Não sei se tem algo na Bíblia a respeito, mas se não tiver acho que até colocariam para dar mais credibilidade .”Dinheiro não traz felicidade”.Esse não vou nem comentar. Afinal, depende do que é felicidade para cada um.”Quem avisa amigo é”, encontrei já vários inimigos que adoram me avisar, principalmente as más notícias. Seria uma infinidade de frases que querem te colocar idéias para seguir, o bom é que existe uma variedade enorme para se escolher.Porém, você pode fazer sua própria frase.Mas isso também poderia ser um idéia que quero te colocar, não deixe que pensem por você.